O Que o Medo Promete

Seja bem vindo ao nosso texto sobre “O Que o Medo Promete” trata-se de uma dissertação sobre as distorções de percepção que o medo proporciona em ...

SAÚDE EMOCIONAL

Raimundo J. Lopes - Mentor do Método Reconexão Voluntária Com o Desejo

4/18/20265 min read

O Que o Medo Promete

Seja bem vindo ao nosso texto sobre “O Que o Medo Promete” trata-se de uma dissertação sobre as distorções de percepção que o medo proporciona em nós, e consequentemente interfere na relação das nossas ações. Somos induzidos ao pensamento de que é mais seguro agir com cautela, e muitas vezes por conta desse medo deixamos passar várias oportunidades boas.

O Contexto do Medo em Nossa Vida

Quase todo o tempo somos induzidos a acreditar que não somos capazes de desenvolver certas atividades, isso por medo. Esse medo nos induz a fazer somente aquilo que temos a certeza da possibilidade de êxito. Quando algo não está totalmente sob o nosso controle físico e mental, somos induzidos a deixar essa situação de fora de nossa vida, com o objetivo de não causar esforços e danos demasiados, ou a possibilidade de insucesso.

As Perdas Causadas Pelo Medo de Errar

Quando deixamos de fazer algo importante para nós, pois nosso medo de errar, nos induziu a deixar de lado, estamos ofuscando o nosso brilho natural, e com isso as perdas podem ser incalculáveis. Um exemplo disso é alguém que tenha uma excelente ideia sobre determinada situação, mas que por medo em ser julgado por seus ideais e ações, deixa essa joia guardada, e até mesmo esquecida em um canto qualquer do seu cérebro.

Quando o Medo Fala Mais alto

O medo é um excelente doutor em resguardar nossa integridade, ele quer sempre ser atendido em suas empreitadas, e quando não é plenamente atendido, causa em nossa mente e em nosso corpo, sensações e hipóteses de insegurança sem medida. Quando deixamos de agir ou fugimos por medo, estamos atendendo a essa solicitação desse sistema que busca nossa integridade física e mental.

É Errado Agir Quando Estamos Com Medo?

Nosso cérebro desenvolve funções maravilhosas com diversos objetivos, e o medo é um deles. É o medo que nos impede de realizar determinadas tarefas e algumas ações, uma vez que estas podem colocar em risco, a nossa integridade física, mental e até mesmo a nossa existência. O medo é uma sirene imediata que nos alerta de situações perigosas que podem nos prejudicar de alguma forma, no momento em que as enxergamos ou as percebemos. Essa sirene nos avisa “Opa isso aqui é perigoso”. Porém pela rapidez da ação do nosso sistema de segurança desenvolvido pelo nosso cérebro, não tivemos ainda talvez, um tempo hábil para analisar todas essas questões de segurança. Muitas das vezes nossos medos não passam de meras questões de atenção, onde o risco não é totalmente eminente, e muitas vezes é até irreal. Assim poderia haver portanto, uma grande probabilidade de êxito e sucesso naquelas ações que por medo deixamos de executar.

Então o Que Fazer Com Esse Medo Que nos Impede?

Não devemos agir quando estamos com medo, pois realmente não sabemos ainda, quais serão as consequências de nossos atos naquele momento. Então sempre que possível procure primeiramente uma forma de se resguardar, e se proteger dessa situação, no entanto, não devemos deixar que essa questão nos paralise totalmente, ou até correr o risco de deixar aquilo cair no esquecimento. O que nos devemos fazer logo em seguida a este cenário é: Analisar todas as possibilidades que envolve essa empreitada, obter o máximo de informações possíveis relacionados à essa situação que nos causou esse medo. Assim teremos um arsenal de informações sobre os “prós” e os “contras” daquela determinada questão. Assim com base nestas informações obtidas, em um momento de calma e atenção real ao assunto, podemos tomar melhores decisões, sobre como desenvolver nossas ações relacionadas àquela determinada situação.

O Brilho Natural de Cada Ser

Somos seres pensantes e previsíveis, temos a capacidade de raciocinar e prever o que pode acontecer no futuro, e isso nos difere dos outros animais que em suma, não tem esse poder de raciocinar plenamente. Embora muitos acreditem que os animais tenham essa capacidade também, o que não vem ao caso por agora.

Somos induzidos naturalmente pela vida e pela nossa própria existência a criar. Todos nos sentimos uma necessidade imensa de criar algo, fazer algo, ou executar algo importante, ou que ninguém nunca tenha feito, ou que pelo ver de muitos, trata-se de uma coisa difícil ou incrível de ser realizado. Isso é o brilho natural de cada ser, todos nos trazemos essa necessidade embutida em nossa bagagem. Nessa necessidade de ser importante, de criar, de produzir, acreditamos que fazendo essas coisas inacreditáveis, ou simplesmente incríveis, nos diferenciaremos dos demais.

Cada ser tem um dom natural, e isso vem com a gente desde que nascemos. Muitas coisas são aprendidas e incorporadas com o aprendizado e o treinamento ao qual nos somos submetidos, porém aquela força intrínseca, aquilo que trazemos lá no fundo, aquela luz que é só nossa, o nosso dom natural, e não devemos por causa de um medo “talvez irreal”, esconder esse brilho natural ao qual viemos para esta existência. Muitos se deixam levar pelo medo, e com isso deixam de brilhar nos palcos do mundo.

O Medo Promete Segurança, Mas Entrega o Vazio

O medo como instinto natural da vida nos proporciona segurança. Porém devemos analisar até onde trata-se de segurança, e até aonde trata-se de repressão instintiva. Quando nos entregamos de corpo e alma e pensamento ao medo, essa inação vamos assim dizer, não nos proporciona nenhum crescimento real, pois estamos fadados a agir somente naquilo que não nos expõe a situações de aventuras. Essa inação por assim dizer, pode podar nossos dons e nos levar a uma vida mesquinha e sem propósito. Quando nos aventuramos pelos sonhos e ações, ainda que não conheçamos bem os resultados destas, estamos nos permitindo ir muito mais além, do que o vazio que o medo nos entrega. Não arriscar muitas vezes pode ser sinônimo de estagnação, e muitas vezes por essa busca de segurança eterna, “que na verdade não existe”, só executando aquilo que já foi testado e aprovado, e não oferece risco eminente imediato, assim muitos não se completam existencialmente, e vivem vidas impostas ou indignas, cabendo a si somente o mísero bônus pelo que executa na vida, ou melhor pelo erro de não brilhar e fazer.

Fechamento e Conclusão do Tema

Podemos ver acima que o medo nos protege de riscos, porém que a proposta inicial não é deixar de arriscar, e sim de avaliar todas as possíveis situações que envolvem a questão. Após analisar tudo o que for necessário, temos a clareza para determinar o que fazer ou como agir. Podemos ver também que a vida em si já traz seus riscos naturais, e aquele que não age por medo, pode no futuro se arrepender de não ter ido além, de brilhar. Assim concluímos a importância do medo em nossa vida, mas que ele deve ser medido. A imposição de não se aventurar, pode trazer para o indivíduo indignação e falta de propósito, bem como a baixa recompensa pela sua inação.

Portanto quando o medo aparecer a receita é analisar a fundo, examinar minuciosamente cada detalhe, e assim ter a clareza para agir. Deixar seu brilho enterrado por causa do medo pode te custar uma vida indigna e sem propósito. Assim te desejo que tenha medos, mas que nunca se deixe estagnar por causa de medos infundados e sem motivação. Agir é sempre a melhor solução, ainda que essa ação seja se retrair por um determinado tempo, com o objetivo de um avanço significativo posterior.