As Duas Faces de Um Mesmo Ser Humano

Conforme foi solicitado em nosso post de 18/05/2026 alguns de nossos leitores se dispuseram a colaborar. Abaixo segue um belo texto disponibilizado por um de nossos leitores que se denomina "Edgard Silva". Boa Leitura

HISTORIADOR

Edgard Silva - Leitor dos posts do blog.

5/19/20263 min read

As Duas Faces de Um Mesmo Ser Humano


Baseando-me no contexto da citada foto, me faço a seguinte pergunta:

__ Até onde o ser humano poderia chegar para conquistar os seus objetivos?


Acredito que ninguém nasce maravilhosamente bom, ou terrivelmente ruim por natureza. Acredito que nascemos neutros, e ao longo de nossa existência vamos desenvolvendo habilidades, com intuitos variados, e que essa questão tem muito a ver como a forma, e a maneira como somos inseridos no mundo.


Durante a nossa existência, principalmente nos primeiros anos de vida, onde iniciamos o que podemos dizer conhecer o mundo aos poucos, somos expostos a diversas situações e condições. Alguns se deparam com riquezas natas, outros com pobreza extrema, mas ainda assim não acredito que seja essa questão financeira que define nosso caráter. Se observarmos sobre diversos ângulos a vida é repleta de contrastes nesse sentido. Existem pessoas que mesmo não possuindo uma quantidade de bens satisfatória, nada de ruim extremo faz, com o objetivo de prejudicar os outros, apesar de que também há quem o faça. Por outro lado o mesmo acontece com pessoas que possuem uma quantidade exagerada de posses.


Uma maçã podre em uma caixa pode contaminar todas as outras ? Sim ! Essa frase é verdadeira, mas vamos deixar essa questão somente para as maçãs. Os seres humanos tem uma imensa facilidade em induzir e convencer outras pessoas, isso é uma verdade secular. Porém com relação a boa índole podemos dizer que essa também se constrói com a convivência. Os seres humanos muitas vezes querem ter o que podemos chamar de reconhecimento, e muitos pagam caro para tê-lo. Uma pessoa pode ser considerada boa por muitos próximos, e nada a impede de uma determinada época ser protagonista de coisas terríveis. E o contrário também é verdadeiro. Acredito que os interesses, esses sim são os principais combustíveis para se conduzir por caminhos, sejam eles vistos como bons e aceitáveis pela sociedade, ou maléficos e inaceitáveis pela sociedade.


No pensamento de cada ser passa várias questões da existência, alguns conseguem transitar tranquilamente pelos diversos caminhos existentes, não se deixando contaminar pelas águas podres que correm pelos córregos da iniquidade, e que espalham-se por todos os lugares onde existe humanidade, enquanto outros só se veem bem, quando toca essa podridão e com isso se contaminam. Assim como uma doença que muitas vezes inicia-se levemente, e ao longo dos tempos vai se intensificando, também essa má índole (vamos assim dizer) inicia-se levemente e vai aumentando gradualmente. Nesse caso cabe uma busca por um médico que possa de imediato trabalhar para que aquele mal não se prolifere.


O grande problema nessa questão é que muitas vezes essa cura não é buscada, ou até se busca, mas quem deveria trabalhar (médico) para essa cura, não está preparado, ou simplesmente não se importa, pois também está tirando proveito com aquela situação. Na atualidade vemos crianças que desde cedo já se veem em caminhos tortos, e os pais ou responsáveis, permitem que aquela situação se perpetue. E por ai vai, pessoas que não dão importância às normas impostas, pessoas que acreditam que para ter poder e riquezas, tudo é permitido.


Não estou aqui para julgar ninguém, mas as escrituras dizem: Ensinai a criança o caminho por onde deve andar, e até o final da vida, não se desviará dele “Provérbios 22:6”. Os pais ou responsáveis tem como objetivo de vida cuidar de suas crias, é cuidar envolve muito mais do que alimentar, vestir e oferecer um conforto físico. O melhor cuidar é aquele que transmite, conhecimento, sabedoria, condições de desenvolvimento, resiliência e afeto. Uma criança bem amparada em seus primeiros anos de vida, tende a ser um adulto mais consciente de sua realidade e da vida. Não que essa questão seja 100% resultante desta convivência. Em alguns casos existem os problemas de insanidades. Mas com certeza uma melhor prática na criação, resolveria grande parte das insanidades que podemos ver crescer a cada dia.


Assim podemos encerrar dizendo que: O ser humano não é bom nem mal por natureza, as vivências, os aprendizados e as companhias, podem moldar-nos de forma que nossos atos se tornem tão reais, que passamos acreditar em realidades que excedem em muito a boa relação de convivência entre os seres. Porém, os ensinamentos, os cuidados e a observação são fatores que devem andar de mãos dadas com todo aquele que por algum motivo, tenha uma criança sob a sua responsabilidade.

Equipe Horizontime:

Segue nossos sinceros agradecimentos aos nossos leitores que não medem esforços para colaborarem com a iniciativa, em especial ao nosso leitor e editor do texto acima: "Edgard Silva" Nosso muito Obrigado !